A Polícia Penal Federal enfrenta dificuldades estruturais em Mato Grosso do Sul, como falta de servidores, orçamento limitado e até viaturas sem combustível, segundo denúncias feitas pelo sindicato da categoria.
O cenário foi detalhado pelo presidente do Sindicato dos Policiais Penais Federais, Renan Fonseca, durante entrevista ao programa Giro Estadual de Notícias, nesta quinta-feira (5).
De acordo com o sindicalista, o problema ocorre justamente em um dos estados considerados estratégicos no combate ao crime organizado, já que abriga a Penitenciária Federal de Campo Grande, unidade que recebe presos ligados a facções criminosas de todo o país.
Falta de servidores
Atualmente, Mato Grosso do Sul conta com cerca de 250 policiais penais federais, número considerado insuficiente pelo sindicato. Segundo Renan Fonseca, o ideal seria que o efetivo no estado estivesse entre 300 e 350 servidores.
Além da falta de pessoal, o presidente da entidade relata dificuldades básicas de funcionamento no dia a dia da corporação.
“É muito bonito ver pela internet as carreiras policiais, mas a realidade é outra. É vergonhoso dizer que não tem combustível em uma viatura para trabalhar”, afirmou.
Proposta de fundo nacional
A categoria também negocia com o Ministério da Justiça e Segurança Pública a criação do Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (FUNCOC).
A proposta é que recursos apreendidos do crime organizado sejam destinados diretamente ao financiamento de operações e à estrutura das forças de segurança federais, incluindo a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e a própria Polícia Penal Federal.
Segundo o sindicato, além de fortalecer o combate ao crime organizado, o fundo também poderia ajudar na valorização das carreiras e na convocação de aprovados em concursos públicos.



