Uma investigação conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal revelou que um esquema do chamado golpe do “falso advogado” teve origem em uma unidade prisional de Dourados, município localizado a cerca de 251 quilômetros de Campo Grande. O grupo criminoso utilizava mensagens para se passar por advogados e aplicar fraudes, principalmente contra pessoas idosas.
De acordo com as apurações, os suspeitos entravam em contato com as vítimas por meio de aplicativos de mensagens, utilizando nome e fotografia de advogados reais para dar credibilidade à abordagem. Durante a conversa, informavam que o processo judicial da vítima exigia pagamento imediato para liberação de valores ou conclusão do caso.
Em um dos casos investigados, uma idosa realizou transferências para contas bancárias controladas pelos golpistas após receber as mensagens. Os criminosos ainda tentaram obter um segundo pagamento, de valor mais alto, porém a fraude foi descoberta antes da nova transferência.
As investigações apontaram que parte das mensagens utilizadas no golpe foi enviada de dentro de um presídio em Dourados. A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul colaborou com a operação, realizando diligências nos municípios de Dourados e Juti.
Participaram da ação equipes do Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado), da Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira) e delegacias das duas cidades. A investigação principal foi conduzida pela DRCC (Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos), da Polícia Civil do Distrito Federal.
Ao todo, seis pessoas foram identificadas como envolvidas no esquema criminoso. Entre elas estaria uma advogada inscrita na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), suspeita de colaborar na ocultação da origem dos valores obtidos com as fraudes.
A polícia alerta que esse tipo de golpe costuma atingir principalmente idosos que possuem processos judiciais em andamento. A orientação é que qualquer pedido de pagamento relacionado a processos seja confirmado diretamente com o advogado responsável, por meio de contatos previamente conhecidos.
Denúncias sobre crimes cibernéticos podem ser feitas pelo telefone 197.



