O Governo de Mato Grosso do Sul aplicou R$ 783,1 milhões em ações e serviços públicos de saúde no primeiro quadrimestre de 2026. O balanço foi apresentado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) em audiência pública na Assembleia Legislativa (ALEMS). Apesar do montante, o investimento com recursos próprios representou 10,23% da receita de impostos e transferências, índice abaixo do mínimo constitucional obrigatório de 12%. O Estado liquidou R$ 696,7 milhões do caixa próprio e precisaria de mais R$ 120,2 milhões para atingir a meta. Contudo, o percentual atual é o maior dos últimos quatro anos para o período, superando os 9,60% registrados em 2025.
O relatório técnico detalhou que as fontes estaduais respondem por 87,41% do financiamento da saúde pública local, enquanto os repasses federais fundo a fundo somam 11,31% e o piso da enfermagem equivale a 0,88%. Durante a prestação de contas, o secretário Maurício Simões defendeu a consolidação da Política Estadual de Hospitalização, cujo foco é a interiorização dos serviços para reduzir a sobrecarga nos hospitais de Campo Grande, como a Santa Casa e o Hospital Regional. Como reflexo dessa estratégia, a regulação de pacientes para hospitais fora da capital subiu de 33,18% para 37,18%.
Na infraestrutura, foram destacadas as obras na reta final do Hospital Regional de Dourados, com 99,45% da terceira etapa concluída, e a execução quase total dos Serviços de Verificação de Óbito (SVO) em Campo Grande e Dourados. O programa MS Saúde realizou centenas de procedimentos eletivos com aprovação de 99,2%. Na atenção primária, o estado superou as metas ao atingir 96,05% de cobertura populacional. A audiência, coordenada pelo deputado Lucas de Lima (PL), também abordou o monitoramento dos casos de chikungunya e o andamento das campanhas de vacinação.


