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Índices de obesidade infantil se mantêm estáveis em Mato Grosso do Sul

Os índices de obesidade infantil em Mato Grosso do Sul permaneceram estáveis nos últimos anos, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES). Apesar do cenário controlado, o órgão reforça a importância do acompanhamento nutricional, da alimentação saudável e da prática regular de atividades físicas para garantir o desenvolvimento adequado das crianças e evitar o avanço da doença.

A discussão ganha ainda mais relevância em razão do Dia da Conscientização contra a Obesidade Infantil, lembrado em 3 de junho. A obesidade na infância está associada a fatores como alimentação inadequada, sedentarismo e excesso de tempo diante das telas, aumentando o risco de doenças crônicas como diabetes, hipertensão e problemas cardiovasculares ainda na fase adulta.

De acordo com a SES, a prevenção começa nas unidades básicas de saúde, por meio do acompanhamento periódico do crescimento e desenvolvimento infantil. Com a aferição do peso e da altura, os profissionais conseguem avaliar o estado nutricional das crianças e identificar precocemente casos de sobrepeso e obesidade.

As informações são registradas na Caderneta da Criança, permitindo o monitoramento da curva de crescimento e a adoção de medidas preventivas sempre que necessário. O acompanhamento precoce possibilita orientações específicas para cada família e amplia as chances de uma recuperação saudável.

Segundo a Gerência de Alimentação e Nutrição da SES, a participação da família é fundamental nesse processo. Hábitos alimentares saudáveis dentro de casa e a prática regular de atividades físicas influenciam diretamente o comportamento das crianças.

Especialistas alertam que o aumento do consumo de alimentos ultraprocessados, como refrigerantes, salgadinhos, biscoitos recheados e bebidas açucaradas, aliado à redução das brincadeiras ao ar livre, tem favorecido o crescimento da obesidade infantil. Esse cenário faz parte do chamado “ambiente obesogênico”, caracterizado pela facilidade de acesso a produtos de baixo valor nutricional e pela diminuição das oportunidades para atividades físicas.

A Secretaria também destaca que a prevenção começa ainda nos primeiros anos de vida. O aleitamento materno exclusivo até os seis meses e continuado até os dois anos ou mais, aliado à recomendação de não oferecer açúcar para crianças menores de dois anos, são medidas importantes para reduzir o risco da obesidade.

Os dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) mostram que, entre crianças de 0 a 5 anos acompanhadas pela Atenção Primária à Saúde, os índices de obesidade permaneceram estáveis entre 2021 e 2025, com média de 4,92%. Já entre crianças de 5 a 10 anos, houve uma leve redução, passando de 9,49% em 2021 para 9,04% em 2025. Os casos de obesidade grave nessa faixa etária também apresentaram queda, de 5,76% para 5,37%.

Embora os números sejam considerados positivos, a SES ressalta que a vigilância permanente é essencial para impedir o crescimento da doença e promover mais qualidade de vida para a população infantil.

Como parte dessa estratégia, a obesidade infantil integra as ações do Programa Saúde na Escola (PSE), com iniciativas voltadas à promoção da alimentação saudável e ao incentivo da atividade física. A Secretaria também atua em parceria com a Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional (CAISAN), desenvolvendo políticas públicas para fortalecer a segurança alimentar e estimular hábitos saudáveis desde a infância.

Além disso, são realizadas capacitações permanentes para profissionais de saúde dos municípios, fortalecimento das ações de Vigilância Alimentar e Nutricional e apoio à implementação da Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil (EAAB), buscando garantir que as futuras gerações tenham uma infância mais saudável e uma melhor qualidade de vida.

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