Cerca de 27,6 mil sul-mato-grossenses devolveram voluntariamente o cartão do programa Mais Social desde 2023 após registrarem melhorias em suas condições de vida e renda familiar. Gerido pela Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos (Sead), o programa funciona como um auxílio estruturante e de segurança alimentar, permitindo que os beneficiários utilizem o suporte temporário para buscar qualificação profissional e inserção no mercado de trabalho formal.
A estratégia estadual baseia-se na vinculação da assistência financeira a incentivos diretos de empregabilidade e educação, reduzindo a dependência de longo prazo por meio de programas complementares:
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Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família: Concede um auxílio adicional de R$ 600,00 por criança (de 0 a 3 anos) para mães solo beneficiárias do Mais Social que comprovem vínculo empregatício ou recolhimento previdenciário, custeando um local seguro para os filhos durante o expediente.
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Incentivo à Educação Regular e EJA: Oferece um acréscimo de R$ 300,00 mensais para as beneficiárias que decidirem frequentar o ensino regular ou a Educação de Jovens e Adultos (EJA).
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Programa MS Supera: Paga uma bolsa mensal no valor de R$ 1.621,00 para estudantes de baixa renda matriculados em cursos técnicos de nível médio ou no ensino superior (instituições públicas e privadas).
Indicadores Econômicos e Redução da Pobreza
A combinação de transferência de renda focada no desenvolvimento com a expansão do mercado de trabalho local resultou em indicadores positivos de vulnerabilidade social e emprego no estado.
De acordo com o IBGE, o índice de extrema pobreza teve uma queda vertiginosa de 40,74% em apenas dois anos, recuando de 2,7% para 1,6%. Esse resultado garante a Mato Grosso do Sul o posto de terceiro menor índice de extrema pobreza do país, além de tirar 34 mil famílias da condição de insegurança alimentar.
Os dados do CadÚnico também comprovam a eficácia das ações de assistência. No período entre março de 2024 e março de 2026, exatamente 44.604 pessoas saíram da situação de pobreza no estado.
Esse avanço social caminha lado a lado com a pujança econômica regional. No último trimestre de 2025, Mato Grosso do Sul registrou uma taxa de desocupação de apenas 2,4%, marcando o menor índice de desemprego de sua série histórica e consolidando-se como a segunda menor taxa de desocupação de todo o Brasil.
Nota sobre o cenário nacional: Com o avanço desses índices de empregabilidade e os desligamentos voluntários dos auxílios após a conquista da autonomia financeira, Mato Grosso do Sul consolidou-se como o 5º estado com o menor percentual de dependentes de programas sociais em todo o território nacional.


