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MS lidera combate à ilegalidade com menor área desmatada sem licença do país

Mato Grosso do Sul registrou a menor área de desmatamento sem licença ambiental do Brasil nos últimos sete anos entre todas as unidades da federação. Os dados constam no Relatório Anual de Desmatamento 2026 do MapBiomas, rede colaborativa que analisa dados de satélite sobre a cobertura vegetal do país.

Entre os anos de 2019 e 2025, o estado teve uma área total de 368.931 hectares de vegetação nativa suprimida. Desse montante, os pesquisadores constataram que 277.357 hectares possuíam autorização legal emitida pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul). Isso significa que 75,2% de toda a supressão realizada no período ocorreu dentro da legalidade, o maior índice percentual do território nacional.

Redução expressiva do desmatamento ilegal

Os cruzamentos de dados do MapBiomas demonstram a evolução do controle ambiental exercido pelo estado ao longo da série histórica, com destaque para o avanço da fiscalização:

  • Cenário em 2019: No início do período avaliado, a área suprimida com a devida autorização ambiental representava apenas 31,6% do desmatamento total.

  • Cenário em 2025: No ano passado, o índice de desmatamento legalizado saltou para 94,3% do universo total desmatado, consolidando a liderança nacional em conformidade ambiental.

Preservação e proteção do Pantanal

O bioma Pantanal mantém mais de 84% de sua cobertura vegetal nativa totalmente preservada. No ano passado, registrou o segundo menor número de alertas de desmatamento entre todos os biomas do país, com apenas 163 alertas que resultaram em 12.260 hectares suprimidos. Dentro desse totalizado no bioma, 10.042 hectares contavam com licença ambiental regularizada.

O secretário da Semadesc, Artur Falcette, apontou que o resultado histórico se deve a um conjunto de fatores estruturais na gestão pública:

  • Lei do Pantanal: Trouxe maior segurança jurídica, clareza técnica e instituiu novas vedações que limitam expressamente a conversão de novos ambientes específicos do ecossistema.

  • Corredores ecológicos: A incorporação dessas áreas de integração ecológica na legislação estadual passou a protegê-las diretamente, criando barreiras legais contra a supressão vegetal.

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