Mato Grosso do Sul tem se destacado nacionalmente na recuperação de pastagens degradadas e na consolidação de um modelo de agropecuária sustentável, aliando produtividade, inovação tecnológica e responsabilidade ambiental. Com cerca de 4,7 milhões de hectares passíveis de recuperação, o Estado trata o tema como prioridade estratégica para garantir competitividade e segurança alimentar.
Segundo o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck, a atuação integrada entre governo, produtores e instituições de pesquisa tem acelerado a transição para uma agropecuária moderna e de baixa emissão de carbono. “Estamos mostrando ao Brasil que é possível produzir mais com responsabilidade ambiental”, afirmou.
O avanço é sustentado por um conjunto de políticas públicas estruturantes, como os programas Prosolo, MS Irriga, Plano ABC+ MS, Precoce MS, FCO Verde e o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), que incentivam o uso eficiente do solo e da água, a recuperação produtiva e a conservação ambiental.
Estudos do LAPIG e do MapBiomas indicam que parte das áreas de baixo vigor de pastagem no Estado está localizada no Pantanal, onde a dinâmica natural não caracteriza degradação causada por ação humana, dado essencial para orientar políticas públicas adequadas. Já a degradação identificada decorre, em grande parte, de práticas antigas da pecuária extensiva.
Além disso, o Estado investe em credibilidade internacional. Estão sendo aplicados R$ 7,6 milhões em certificação e monitoramento de carbono na soja e no milho, e avança a implantação do Sistema Estadual de Rastreabilidade Bovina, com início em 2026. O Selo Verde também está em desenvolvimento, integrando dados ambientais e produtivos das cadeias da carne e da soja.
Mato Grosso do Sul lidera o país em áreas com Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), com mais de 3,6 milhões de hectares, e figura entre os maiores consumidores de bioinsumos do Brasil. Programas de capacitação, em parceria com Agraer, Senar e instituições federais, reforçam a adoção de práticas conservacionistas e de baixo carbono.
Com planejamento técnico e políticas permanentes, o Estado se consolida como modelo nacional de agropecuária sustentável, equilibrando crescimento econômico e conservação ambiental.


