Novela Escrava Mãe terá sexo, sangue e mortes na Record

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UOL/JB

Apresentada inicialmente como substituta de “Os Dez Mandamentos”, “Escrava Mãe” tinha a difícil tarefa de manter o sucesso de audiência de sua antecessora. Porém, o “pecado” de não ser uma novela bíblica fez a Record desistir de colocá-la no ar em seguida com receio de perder o fiel telespectador de tramas religiosas.

Mas “Escrava Mãe” é um spin-off, pode-se se dizer, de outro grande sucesso da teledramaturgia brasileira. A trama vai contar a história de Juliana, mãe da escrava Isaura – que deu origem ao nome da novela homônima da obra de Bernardo Guimarães estrelada por Lucélia Santos, em 1976, e vendida para vários países. A Record fez o remake da novela em 2004.

Juliana é filha de Luena (interpretada pela ex-Globeleza Nayara Justino), e fruto de um estupro. Durante viagem no navio negreiro que trouxe africanos da região de Angola para o Brasil, Luena foi estuprada pelo traficante de escravos Osório (Jayme Periard). Ao chegar ao país, ela consegue escapar, morre, e Juliana acaba virando escrava da família de Custódio (Antonio Petrin). A menina foi criada com as filhas do coronel e virou mucama de Teresa (Roberta Gualda) e perseguida de Maria Isabel (Thais Fersoza), que por ter ciúme e inveja dela, sempre a odiou.

Juliana se apaixona por Miguel (vivido pelo ator português Pedro Carvalho), o mocinho da história. Ele chega à Vila de São Salvador (cidade fictícia) em busca de novas oportunidades e desperta a atenção das mulheres da cidade, como Maria Isabel. Eles se casam por interesses, mas ele se apaixona por Juliana. E Maria Isabel desenvolve uma obsessão pelo marido e pela escrava.

Ambientada na região norte fluminense (atual Campos dos Goytacazes) nos anos de 1800, a trama contará com aproximadamente 35 personagens fixos e prevista para ir ao ar com 150 capítulos. Escrita por Gustavo Reiz e com direção geral de Ivan Zettel, as gravações acontecem no Polo Cinematográfico de Paulínia e em uma fazenda em Santa Gertrudes, ambos no interior de São Paulo, desde o final de maio. A data de estreia ainda é uma incógnita.

No dia 23 de outubro, conforme divulgou o colunista e crítico do UOL Maurício Stycer, a Record alterou os seus planos e decidiu manter a faixa das 20h30 como exclusiva de teledramaturgia inspirada na Bíblia. Assim, em vez de estrear “A Escrava Mãe”, a emissora resolveu colocar no horário reprises das séries produzidas nos últimos anos, até a estreia de “A Terra Prometida” – uma continuação de “Os Dez Mandamentos” – em março de 2016. A primeira série a reestrear será “Rei Davi”, exibida originalmente em 2012.

“Escrava Mãe” vai inaugurar uma segunda faixa de novelas da emissora, em um horário mais cedo, o que afetou a produção e elenco, que estariam insatisfeitos. Ao colunista do UOL Flavio Ricco, a Record explicou que não existem motivos para insatisfações no elenco da trama. Segundo a emissora, todos os atores foram contratados para fazer a novela e as obrigações com eles estão sendo cumpridas normalmente.

Foto: Edu Moraes/Rede Record