A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra, presa desde o último dia 21 sob suspeita de lavagem de dinheiro e suposta ligação com facções criminosas, corre o risco de ter sua conta oficial no Instagram suspensa. A medida está sendo avaliada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) como um desdobramento das investigações que monitoravam as atividades da investigada, inclusive durante uma recente viagem à Itália. Esta é a terceira prisão da influenciadora, que já havia sido detida duas vezes em setembro de 2024.
De acordo com juristas e especialistas em direito digital, a permanência do perfil ativo pode ser interpretada pelas autoridades como apologia ao crime e violação das diretrizes das próprias plataformas de tecnologia. A tese central aponta que a exibição contínua de bens de alto luxo — como veículos importados, mansões e joias de grife — associada a uma investigação por movimentações financeiras ilícitas, confere margem para a interpretação de que atividades criminosas geram enriquecimento e prestígio social. Caso o pedido de bloqueio temporário do Ministério Público seja acatado pela Justiça, as empresas provedoras de internet deverão remover o canal do ar imediatamente.


