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Sarampo acende alerta e Saúde de Aquidauana reforça importância da vacinação

Coordenadora de Imunização esteve, ontem, no programa Nova Notícias e chamou atenção para a necessidade de manter o esquema vacinal atualizado diante do avanço da doença em São Paulo

O aumento dos registros de sarampo no país voltou a acender o alerta das autoridades de saúde para a importância da vacinação. Em Aquidauana, o assunto foi abordado nesta terça-feira (11) durante o programa Nova Notícias, da Nova FM 103,5, em entrevista com a coordenadora de Imunização do município, enfermeira Laura Sims, que reforçou a necessidade de a população verificar a situação vacinal e procurar as unidades de saúde quando houver doses pendentes.

Durante a entrevista, Laura chamou atenção especialmente para a situação registrada no estado vizinho de São Paulo, onde novos casos vêm sendo confirmados ao longo de 2026. A proximidade entre os estados e o intenso deslocamento de pessoas reforçam a necessidade de vigilância e de manutenção de altas coberturas vacinais.

Dados oficiais divulgados anteriormente pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo já apontavam avanço dos casos ao longo do ano e adoção de estratégias adicionais de vacinação em municípios atingidos.

Segundo atualização mencionada pela coordenadora durante a entrevista ao Nova Notícias, São Paulo já teria chegado a 26 casos confirmados em 2026. O número representa uma evolução rápida do cenário: no início de agosto, informações divulgadas pela Secretaria paulista apontavam 16 casos e, poucos dias depois, o total já havia chegado a 23. Como não foi localizada, até o momento, publicação oficial estadual atualizada confirmando os 26 casos, esse dado é atribuído à informação apresentada pela coordenadora durante o programa.

Doença é altamente contagiosa

O sarampo é uma doença infecciosa viral de elevada transmissibilidade. O vírus pode passar de uma pessoa para outra pelo ar, por meio de gotículas e secreções eliminadas ao tossir, espirrar, falar ou mesmo respirar.

Uma pessoa infectada pode transmitir o vírus para grande parte das pessoas próximas que não estejam imunizadas, o que torna a vacinação fundamental para impedir a circulação da doença.

O Ministério da Saúde já havia emitido alerta neste ano para o risco de reintrodução e disseminação do sarampo no Brasil, especialmente diante da circulação internacional de pessoas durante a Copa do Mundo de 2026. O Estado de São Paulo também mantém monitoramento epidemiológico da doença.

Saiba reconhecer os sintomas

Os sintomas iniciais podem ser confundidos com outras infecções virais. Entre os principais sinais estão febre alta, geralmente acima de 38,5°C, tosse seca, irritação nos olhos e mal-estar intenso.

Entre três e cinco dias após o início dos sintomas, podem surgir as características manchas vermelhas, que normalmente começam no rosto e atrás das orelhas e depois se espalham pelo restante do corpo.

A persistência da febre merece atenção, principalmente entre crianças menores de 5 anos.

Sarampo pode provocar complicações graves

Apesar de muitas vezes ser lembrado apenas pelas manchas vermelhas na pele, o sarampo pode evoluir para quadros graves e provocar complicações.

Entre elas estão pneumonia, infecção no ouvido e encefalite, uma inflamação cerebral que pode deixar sequelas. Em situações mais graves, a doença pode levar à morte.

Não existe tratamento específico contra o vírus do sarampo. O atendimento é direcionado ao controle dos sintomas e das possíveis complicações, por isso pessoas com sinais compatíveis devem procurar uma unidade de saúde e evitar a automedicação.

Vacinação é principal forma de prevenção

A principal proteção contra o sarampo continua sendo a vacinação. Na rede pública, a imunização é realizada principalmente por meio da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, e da tetraviral, que também oferece proteção contra a varicela.

O esquema indicado varia conforme a idade e o histórico vacinal. Crianças recebem as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação, enquanto adolescentes e adultos que não foram vacinados ou estão com o esquema incompleto devem procurar uma unidade de saúde para avaliação.

Em situações epidemiológicas específicas, como surtos, as autoridades sanitárias podem adotar estratégias adicionais de imunização. Em São Paulo, por exemplo, o avanço dos casos já levou à intensificação das ações de vacinação em áreas afetadas.

A orientação da Saúde de Aquidauana é para que a população não espere o surgimento de casos no município para verificar a carteira de vacinação. Quem tiver dúvidas sobre as doses recebidas deve procurar a unidade de saúde mais próxima, levando a caderneta ou comprovante de vacinação para que a equipe possa avaliar a necessidade de atualização do esquema.

A atenção é ainda mais importante diante do aumento de casos em outras regiões do país. Manter a vacinação em dia protege individualmente e também reduz o risco de reintrodução e circulação do vírus na comunidade.

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