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Senadora de MS, Tereza Cristina, é nome do Centrão para vice

A escolha do possível vice na pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL) tem provocado divisão entre aliados e evidenciado um racha dentro da direita. De um lado, lideranças do Centrão defendem o nome da senadora sul-mato-grossense Tereza Cristina (PP-MS). De outro, o núcleo mais ideológico do entorno do parlamentar resiste à indicação.

Natural de Mato Grosso do Sul e com forte base política no estado, Tereza Cristina surge como a principal aposta do Centrão para compor a chapa. O nome dela já teria sido sugerido mais de uma vez pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, como forma de ampliar alianças e fortalecer o projeto eleitoral.

Apesar disso, aliados mais próximos de Flávio Bolsonaro — considerados o “núcleo duro” da pré-campanha — avaliam que o vice ideal não deve estar vinculado a grupos políticos fortes. Para esse grupo, a escolha precisa priorizar lealdade direta ao projeto político do senador.

Nos bastidores, integrantes dessa ala defendem um perfil mais alinhado ideologicamente, citando inclusive o governador Romeu Zema (Novo-MG) como alternativa. A ideia é evitar concessões ao Centrão e manter maior controle político dentro da campanha.

A divergência reflete duas estratégias distintas: enquanto o Centrão aposta em uma composição mais ampla e pragmática, o grupo ideológico prefere uma chapa mais fiel ao núcleo bolsonarista.

Aliados chegam a comparar o cenário com a estratégia adotada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2002, quando escolheu o empresário José Alencar como vice, buscando transmitir estabilidade. Como resumiu um interlocutor próximo a Flávio Bolsonaro: “o ideal é um vice que vá dar paz”.

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