O ex-deputado estadual Roberto Razuk Filho, conhecido como Neno Razuk (PL), foi preso neste domingo (2) na Bolívia. Considerado foragido da Justiça brasileira desde julho deste ano, ele foi detido pelas autoridades bolivianas por entrar e permanecer de forma irregular no país.
De acordo com informações apuradas, a prisão não ocorreu em cumprimento a um mandado internacional, mas em razão da situação migratória irregular do ex-parlamentar em território boliviano.
No último dia 28 de julho, a Justiça de Mato Grosso do Sul autorizou a inclusão do nome de Neno Razuk na lista de Difusão Vermelha da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal). Entretanto, o procedimento ainda não havia sido concluído quando ele foi localizado e preso.
Agora, a expectativa é de que o ex-deputado seja entregue às autoridades brasileiras, embora o processo dependa dos trâmites legais entre Brasil e Bolívia.
Procurado pela imprensa, o advogado Ricardo Souza Pereira, responsável pela defesa de Neno Razuk, informou que ainda não havia recebido confirmação oficial da prisão por parte do cliente ou das autoridades.
Neno Razuk foi condenado em primeira instância a 15 anos, 7 meses e 15 dias de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, roubo majorado e exploração do jogo do bicho, no âmbito da Operação Successione. Apesar da condenação, ele recorria da decisão.
Em maio deste ano, o ex-deputado perdeu o mandato na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) após uma recontagem de votos determinada pela Justiça Eleitoral, deixando também de possuir foro por prerrogativa de função.
Além da condenação já proferida, Neno Razuk também responde a outra ação penal decorrente da quarta fase da Operação Successione, deflagrada em novembro de 2025. A investigação apura supostos crimes de organização criminosa, roubo, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, lavagem de dinheiro e contravenção penal relacionada à exploração de jogos de azar.
Até a publicação da matéria, as autoridades brasileiras e bolivianas ainda não haviam divulgado detalhes sobre os procedimentos que serão adotados para uma eventual transferência do ex-deputado ao Brasil.


