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“QUANDO OS CORREIOS VÃO VOLTAR AO NORMAL EM MS? VEJA O QUE PODE ACONTECER NA SEGUNDA-FEIRA”

Paralisação por tempo indeterminado começou no dia 10 de setembro; sindicato afirma que nenhuma agência está totalmente fechada, mas distribuição deve ser a área mais afetada

A greve dos trabalhadores dos Correios continua em Mato Grosso do Sul neste sábado (19), com possibilidade de impacto no atendimento das agências e, principalmente, na distribuição de encomendas e correspondências. A paralisação teve início na noite de quinta-feira (10) e ocorre por tempo indeterminado.

Segundo o presidente do Sintect-MS (Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos de Mato Grosso do Sul), Wilton dos Santos Lopes, até o momento nenhuma agência do Estado estava completamente fechada, mas o funcionamento pode ocorrer de forma parcial, dependendo da adesão dos trabalhadores em cada unidade.

“Dependendo da agência, ela pode estar aberta, mas o atendimento e as entregas estarão prejudicados. Por enquanto, nenhuma agência está 100% fechada”, afirmou o sindicalista.

De acordo com Wilton, os principais reflexos da paralisação devem ocorrer no setor de distribuição. O impacto, entretanto, dependerá da quantidade de trabalhadores que aderirem ao movimento nos próximos dias.

“A distribuição ficará mais prejudicada e dependerá da adesão dos trabalhadores, que pode aumentar”, disse.

Cerca de 1,2 mil trabalhadores atuam em MS

Mato Grosso do Sul possui cerca de 1,2 mil funcionários dos Correios. A adesão à greve é individual e facultativa, por isso a quantidade de trabalhadores paralisados pode variar entre as unidades e municípios.

A categoria decidiu pela paralisação após rejeitar a proposta apresentada pela empresa durante as negociações do acordo coletivo. Entre os principais pontos de divergência está o plano de saúde dos empregados, além das discussões relacionadas à reposição salarial.

Segundo o Sintect-MS, a categoria questiona mudanças relacionadas ao CorreiosSaúde e defende a preservação dos direitos previstos no acordo coletivo. A entidade também afirma que a proposta salarial apresentada pela empresa não atende às reivindicações dos trabalhadores.

Os Correios, por sua vez, afirmam que apresentaram uma proposta que contempla 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo e que prevê reajuste pelo INPC sobre salários e benefícios, além da manutenção da assistência à saúde. A estatal também informou que colocou em funcionamento um plano de continuidade para reduzir os impactos da paralisação.

TST determina manutenção de 80% do efetivo

Durante a greve, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que pelo menos 80% dos trabalhadores sejam mantidos em atividade em cada unidade dos Correios. A medida vale para setores de atendimento, tratamento, transporte, distribuição e áreas administrativas e de suporte consideradas essenciais.

A decisão não encerrou a greve e também não garante que os prazos normais de entrega sejam mantidos. Em Mato Grosso do Sul, ainda não há um balanço público detalhado que permita saber quantos trabalhadores aderiram à paralisação em cada unidade.

Julgamento está marcado para segunda-feira

O futuro da paralisação poderá ser definido na segunda-feira (21), quando o TST deve julgar o dissídio coletivo envolvendo os Correios e os trabalhadores. A sessão está prevista para as 13h30 no horário de Brasília, 12h30 em Mato Grosso do Sul.

Até lá, a greve continua por tempo indeterminado e os efeitos sobre as entregas poderão variar conforme a adesão dos trabalhadores em cada região.

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