Por Marcelo Varela e Daniela Lacerda

A Polícia Federal (PF) realizou mais uma fase da Operação Lava-Jato e determinou a prisão do líder do governo, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS). A prisão foi autorizada pelo ministro-relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavaski. A acusação é de que o parlamentar estaria obstruindo o trabalho da justiça em relação à delação premiada de Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras, sobre uma suposta participação de Delcídio em irregularidades na compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.

ArwrI6z5CjV3C05H8pJ8cxChLuRBXYqlVOxNRFJXfKvr (1)No início desta manhã (25), a PF realizou realiza operação de busca e apreensão nos gabinetes da liderança do governo e do senador e também na casa e escritório do senador Delcídio do Amaral em Campo Grande.

Na residência, uma viatura da PF esteve no local e saiu com vários malotes. O advogado Valeriano Fontoura e o primo de Delcídio, o também advogado Fernando Amaral Neto foram até o local acompanhar o trabalho dos agentes.

Ao sair do local, Valeriano disse à imprensa que os policiais não apreenderam nada de relevante e que não poderia se pronunciar já que a investigação corre sob sigilo. Já o primo de Delcídio afirmou que trata-se de “perseguição política e contra o PT, inclusive da mídia”.

Delcídio chegou à Superintendência da PF em Brasília por volta de 8h15, e a assessoria do senador informou que recebeu a notícia da prisão com surpresa e que não sabe do que se trata. Ainda segundo a assessoria, o advogado do parlamentar, Maurício Leite, deve chegar a Brasília em duas horas.

Fotos: Warren Nabuco / Divulgação